
É o que podemos dizer a nuestros hermanos.
Sem euforias pelas vitórias sucessivas (ao contrário da Holanda ou Croácia), com grande rigor defensivo (ao contrário de Portugal), com os melhores jogadores a serem os anti-estrela (como são o Xavi, o Iniesta e o Fabregas - três catalães), a Espanha sagrou-se, com ampla justiça e de forma invicta, campeã europeia de futebol.
Fê-lo, pela segunda vez no seu historial, após 24 anos sem presenças em finais (desde o célebre "frango" de Arconada num livre directo de Platini em pleno Parque dos Príncipes) fê-lo também com inegável categoria e superioridade.

Temos de estar agradecidos por terem sido os melhores a ganhar, por terem sido eles a vetar a vitória de uns pragmáticos mas demasiadamente cinzentos alemães (com os quais teremos ainda de aprender qualquer coisa...).
Temos de estar agradecidos (e lembrar-mo-nos) por nos mostrarem que "comboios de entuaiasmo" (como os em que a Holanda e Rússia embarcaram) têm sempre viagens curtas e abreviadas pelos que mantêm os pés assentes em solo firme. E nuestros hermanos "despacharam" os russos duas vezes e sem reticências... 4-1 e 3-0.
Temos de estar agradecidos (e manter presente) que "as luzes da ribalta" ofuscam e toldam a visão; na próxima época, lá teremos os trabalhadores do costume a darem tudo dentro de campo (e não apenas quando o golo está à vista)... além dos já mencionados Xavi, Iniesta e Fabregas, a lista é enriquecida por nomes como Sérgio Ramos, Capdevilla, Puyol, Xabi Alonso, David Silva, Cazorla, Marcos Senna ou Guiza. Lá atrás, o jovem "veterano" Casillas.
Mas não digamos bem só dos vencedores (quais convivas a dizerem bem de um defunto apenas pela razão de que acabou de falecer).

Pelo comprimento desta lista (e de algum nome que, por lapso, terei deixado de fora), vê-se claramente que este Euro 2008 foi muito mais do que a vitória da Espanha. Bons jogos, bons jogadores, bons espectáculos.
É pena que as selecções organizadoras tenham pouca qualidade futebolística (até hoje, apenas por uma vez, uma selecção organizadora - Bélgica em 2000 - não tinha passado à segunda fase) porque tal baixa a qualidade do torneio. As duas disseram "presente" e pouco mais, tendo ficado de fora outras que proporcionariam outro espectáculo... Inglaterra, Dinamarca, Irlanda, por exemplo.
Venha o Mundial 2010, na África do Sul, porque este Euro 2008 está entregue, e muito bem entregue.
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